Descarte Correto de Lâmpadas em Maceió

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vírus da gripe suína tem nova cepa, indica artigo médico

22 / 10 / 2010

O vírus H1N1 da gripe suína pode estar começando a sofrer mutação, e uma forma um pouco diferente começou a predominar na Austrália, na Nova Zelândia e em Cingapura, relataram pesquisadores na quinta-feira (21).

São necessários mais estudos para dizer se a nova cepa apresenta um risco maior de matar os pacientes e se a vacina atual é capaz de proteger contra ela, disseram Ian Barr, do Centro Colaborativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Referência e Pesquisa sobre Influenza em Melbourne, na Austrália, e seus colegas.

“No entanto, isso pode representar o início de uma mudança antigênica mais drástica dos vírus A (H1N1) do influenza que poderá exigir uma atualização da vacina mais cedo do que o esperado”, escreveram eles na publicação online Eurosurveillance.

É possível que a nova cepa seja mais letal e ainda capaz de infectar pessoas já vacinadas, segundo os pesquisadores.

Os vírus da gripe sofrem mutação constantemente –
é por isso que as pessoas precisam de uma nova vacina da gripe a cada ano. Depois de seu surgimento em março de 2009 e da disseminação global, o vírus H1N1 da gripe suína permaneceu bastante estável com praticamente nenhuma mutação.

Cientistas de todo o mundo permanecem atentos a todas as cepas de gripe, alertas para o caso do surgimento de uma mutação especialmente perigosa. Embora o H1N1 não tenha se tornado especialmente letal, ele se espalhou pelo planeta em algumas semanas e matou mais crianças e adultos jovens do que uma cepa comum.

A OMS anunciou o fim da pandemia em agosto, mas o H1N1 agora é a principal cepa de gripe sazonal em circulação em quase todos os lugares, com exceção da África do Sul, onde o H3N2 e o influenza B são mais comuns. A atual vacina da gripe protege contra o H1N1, o H3N2 e a cepa B.
“O vírus pouco mudou desde que surgiu em 2009; entretanto, nesse artigo descrevemos diversas mudanças distintas geneticamente no vírus influenza H1N1 pandêmico”, escreveu a equipe de Barr no artigo.

“Essas variantes foram detectadas pela primeira vez em Cingapura no começo de 2010 e depois se espalharam pela Austrália e Nova Zelândia.”

As mudanças ainda não são significativas, afirmam eles. Mas houve casos de pessoas vacinadas que se infectaram, e também algumas mortes.
(Fonte: G1)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Setor de alta tecnologia é pré-histórico quando se trata de reciclagem

20/10/2010
Os setores tradicionais da economia já avançaram muito na reciclagem de metais como o alumínio, o cobre e o ferro.

Mas se o setor de alta tecnologia quiser capitanear o movimento rumo a uma economia limpa, então está passando da hora de começar a se ocupar com a reciclagem dos chamados "metais de alta tecnologia", metais especiais como o lítio, o neodímio e o gálio.

O alerta é de um relatório que está sendo preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, e que deverá ser completado até o final do ano.

Metais de alta tecnologia
Esses metais de alta tecnologia são necessários para a fabricação de componentes-chave para turbinas eólicas, células solares, baterias para veículos híbridos, células a combustível e sistemas de iluminação de alta eficiência, baseada em LEDs.

Além da reciclagem ser um dos pilares de uma economia sustentável, esses metais são raros, com poucas minas que, como sempre acontece em mineração, estão localizadas em pontos geográficos definidos, sem qualquer distribuição equitativa entre os países.

No entanto, apesar da preocupação presente no discurso dos executivos do setor de alta tecnologia, sobre a escassez dos metais especiais e dos seus altos preços, apenas cerca de 1% desses metais essenciais à alta tecnologia são reciclados hoje.
Os restantes 99% são simplesmente jogados no lixo no final da vida útil dos equipamentos.
Reciclagem dos metais especiais
Segundo os resultados preliminares do relatório, a menos que essas taxas de reciclagem subam drasticamente, os metais especiais e os elementos retirados das terras raras se tornarão "essencialmente indisponíveis para o uso da tecnologia moderna."

O relatório também ressalta os ganhos energéticos e a diminuição do impacto ambiental que poderiam ser obtidos se o setor de alta tecnologia alcançasse a taxa de reciclagem dos metais tradicionais.

Isso ocorre porque os metais reciclados gastam entre duas e dez vezes menos energia do que a fundição dos mesmos metais a partir dos minérios brutos.

"Melhorar as taxas de reciclagem não apenas oferece um caminho para melhorar a oferta e manter os preços dos metais mais baixos, mas também pode gerar novos tipos de emprego e garantir a longevidade das minas e das reservas minerais encontradas na natureza", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU para assuntos do meio ambiente.

Metais acima do solo
Para analisar o impacto da extração e do consumo dos metais, os pesquisadores utilizam o conceito de metais "acima do solo" - os metais que já foram extraídos das minas e estão em uso pela sociedade.

Veja algumas das conclusões preliminares do relatório sobre a nossa "sociedade metálica":
  1. A quantidade de aço por pessoa nos Estados Unidos está hoje entre 11 e 12 toneladas. Na China é de 1,5 tonelada.
  2. Os estoques mundiais de metais têm crescido de tal forma que hoje há cobre "acima do solo" equivalente a 50 kg por pessoa.
  3. Desde 1932, a quantidade de cobre por pessoa nos Estados Unidos cresceu de 73 kg para perto de 240 kg hoje. Se este padrão de consumo de metais for seguido por todos os países, a quantidade de cobre e outros metais seria de 3 a 9 vezes os níveis atuais.
  4. A vida útil do cobre em edifícios é de 25 a 40 anos, enquanto nos PCs e nos telefones celulares o tempo de vida útil do metal é inferior a cinco anos.
  5. A demanda global por metais como cobre e alumínio duplicou nos últimos 20 anos.
  6. A falta de infraestrutura adequada para a reciclagem dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos na maior parte do mundo está causando perdas contínuas de cobre e outros metais valiosos, como ouro, prata e paládio.
  7. Para vários metais de alta tecnologia, como o índio e o ródio, mais de 80 por cento de toda a quantidade extraída dos recursos naturais saiu das minas apenas nas últimas três décadas.

Índio
O relatório cita o índio como exemplo dos cerca de 40 metais de alta tecnologia estudados, incluindo aqueles contidos nas terras raras.

O estudo destaca que esses metais são cruciais para as tecnologias sustentáveis do futuro, como energias eólica e solar e baterias avançadas para veículos híbridos.

O índio é usado em semicondutores, em diodos emissores de luz (LEDs), sistemas avançados de imagens médicas e células solares.

O índio é um metal encontrado em baixas concentrações na natureza e é minerado como um subproduto dos minérios de zinco.

Prevê-se um forte crescimento da demanda bruta do índio, de cerca de 1.200 toneladas em 2010 para cerca de 2.600 toneladas em 2020.

Acredita-se que as taxas de reciclagem atuais de índio sejam inferiores a um por cento, com um dado similar para os outros metais especiais. É o caso do telúrio e do selênio, usados em células solares de alta eficiência, do neodímio e do disprósio para ímãs de turbinas eólicas, do lantânio das baterias para veículos híbridos e do gálio, usado nos LEDs.

Paládio
O relatório cita o paládio como exemplo dos oito metais preciosos estudados, incluindo o ouro e a prata.

O paládio é utilizado em catalisadores de carros, catalisadores industriais e em áreas tão diversas quanto odontologia e fabricação de joias.

Atualmente as taxas de reciclagem do paládio chegam a até 90 por cento nas aplicações industriais, com taxas mais moderadas na indústria automobilística, onde ficam em torno de 50 a 55 por cento.

Entretanto, nas aplicações eletrônicas, as taxas de reciclagem do paládio estão apenas entre cinco e dez por cento, em parte porque menos de 10 por cento dos telefones celulares são reciclados adequadamente.

Reciclagem dos metais
O relatório também destaca que é possível melhorar a situação dos metais tradicionais:

  1. A produção mundial de aço utiliza 1,3 bilhões de toneladas de ferro por ano, que geram emissões de 2,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa. O aço "secundário", originário de reciclagem, causa 75 por cento menos emissões de gases de efeito estufa.
  2. As emissões geradas pelo alumínio reciclado são aproximadamente 12 vezes menores do que na produção de alumínio primário.
  3. Atualmente, apenas poucos metais, como ferro e platina, têm taxas de reciclagem no fim da vida útil de 50 por cento ou mais.
  4. Para cada 100 milhões de toneladas de aço primário substituídas por aço secundário, ou reciclado, faz-se uma economia de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Muito palavrório sem substância

Notícia - 18 out 2010

Dilma e Serra aparecem falando de ambiente na imprensa e calam sobre o tema no debate.
Nem um nem outro se comprometeu com o desmatamento zero ou fontes limpas de energia.

Dilma Roussef e José Serra estrelaram no último domingo, dia 17 de outubro, a manchete de capa do jornal “O Estado de S. Paulo” falando de ambiente. Não por vontade própria. Mas por iniciativa do repórter Herton Escobar, que enviou às respectivas campanhas várias perguntas sobre o assunto. No debate realizado à noite na Rede TV, nem uma palavra. O quase silêncio que os dois candidatos à Presidência dedicaram até agora à questão ambiental foi registrado num cálculo feito pelo repórter Paulo Marqueiro, de “O Globo”.

O resultado que ele descobriu virou a manchete do matutino carioca no mesmo domingo em que Serra e Dilma apareceram no Estadão com suas ideias para tornar o Brasil mais verde e limpo. Somando daqui e subtraindo dali, Marqueiro viu que, dos 400 minutos de campanha que teve à sua disposição na TV durante o 1º turno, Dilma dedicou apenas 5 minutos desse total, ou 1, 25%, ao tema ambiental, onde o repórter também incluiu saneamento.

Serra, que dispôs de 280 minutos de propaganda eleitoral gratuita, falou apenas 2 minutos sobre o mesmo tema, 0,71% do total. No Estadão, ambos tiveram a chance de discorrer mais longamente sobre suas visões em relação ao ambiente. Mas tanto Dilma quanto Serra desperdiçaram a oportunidade. Dilma certamente acusaria seu adversário de estar tergiversando. Serra sem dúvida responderia que ela ficou só no trolóló. De certa forma, os dois teriam razão.

Sobre o futuro de nossas florestas, reforçaram o que os dois que são contra a anistia aos desmatadores e a redução da Reserva Legal e de áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e encostas, previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que propõe a morte do nosso Código Florestal. São palavras que precisam ainda virar prática a partir de 1º de janeiro de 2011.

Serra propôs uma moratória no corte de árvores de cinco anos para todos os biomas para permitir a discussão sobre o que se fazer com zonas onde a agricultura está consolidada. Não ocorreu ao candidato defender uma política de desmatamento zero, que daria a ele todo o tempo do mundo para discutir essa questão e, ao mesmo tempo, protegeria para sempre o que nos resta de florestas.

Ele escreveu ao jornal que “é necessário inovar em relação à legislação” e disse que a seu ver “o setor produtivo aceita uma pausa para redefinir os marcos legais da relação entre a biodiversidade e o progresso no campo”. Em outras palavras, não assumiu posição contra o desmatamento. Dilma, do seu lado, também não. Prometeu avançar nos programas anti-desmatamento do governo Lula, sem fazer autocrítica sobre a maneira como estão funcionando, e perdeu a oportunidade de demonstrar avanços em políticas de preservação e de desenvolvimento sustentável.

Quando tentou ser específica, enrolou. “No Cerrado a situação é mais complexa”, disse, reiterando que é preciso “atuar na modernização e no uso sustentável do solo e adotar políticas para fazer uso de áreas degradadas para a expansão da agropecuária”. A candidata, no entanto, não explicou como pretende fazer nem uma coisa e nem a outra. E também, como Serra, passou ao largo das queimadas que há pouco mais de três meses queimam plantações e florestas em todo o território brasileiro, contribuindo para tornar nossa biodiversidade mais pobre, nosso ar mais poluído e o planeta mais quente.

Na questão energética, os dois também não se diferenciaram um do outro. A não ser nas palavras. Serra disse o óbvio, que fontes renováveis são melhores que os combustíveis fósseis para gerar energia. Mas não mencionou investimentos em fontes solar ou eólica. Preferiu lembrar o potencial de geração hidráulica da Amazônia – uma recordação que invariavelmente remete a megahidrelétricas e impactos imensos na floresta e nas pessoas que lá vivem. Falando em grandes obras, lavou as mãos em relação à usina de Belo Monte, dizendo que agora resta apenas fazer seus construtores cumprirem as determinações legais.

Vídeo: Vote por um Brasil mais verde e limpo:

Dilma deu a impressão de achar que a única fonte renovável que existe no país é a hidrelétrica. Primeiro porque não mencionou o potencial de energia que o país pode gerar a partir do Sol e dos ventos. E, depois, porque explicitamente afirmou que não se pode abrir mão de hidrelétricas, usando Belo Monte como exemplo. Arrematou suas reflexões energéticas com uma frase vaga: “Queremos hidrelétrica mas também preservar o nosso patrimônio ambiental”.

Quando o assunto descambou para a crise do clima, Dilma e Serra hesitaram em ir além do marketing político. Ela falou na Lei do Clima aprovada sob os aplausos do governo federal em dezembro do ano passado. Disse que considera suas metas adequadas, que elas são um compromisso nacional e que há vários planos setoriais em elaboração. Não discorreu sobre os tais planos – sobre os quais a sociedade civil pede transparência desde seu anúncio, sem sucesso – e se esqueceu de mencionar que a lei até hoje não foi regulamentada. Portanto, apesar de estar em vigor, não tem como ser aplicada.

Serra saiu por caminho semelhante. Lembrou que no ano passado, quando era governador de São Paulo, aprovou na Assembléia Legislativa uma Lei do Clima para reduzir as emissões do Estado brasileiro que mais contribui para o aquecimento global. Mas deixou solta a responsabilidade do setor de transporte, responsável pela maior parcela das emissões de São Paulo, e esqueceu-se convenientemente que saiu para ser candidato à Presidência sem regulamentar a lei. Preferiu sair-se com um trololó. “… não se deve temer a agenda ambiental”, disse. “Mas sim fazer dela uma oportunidade de transformar a economia, do atual caráter predatório, para uma economia verde…”

A verdade é que as reportagens dominicais de “O Globo” e “O Estado de S. Paulo” deixam claro que, salvo raras exceções, os dois candidatos não apresentam compromissos palpáveis, evitam entrar em detalhes sobre a questão ambiental – que o cientista político Sergio Abranches qualificou no jornal carioca como fundamental para dar ao país uma agenda do século 21. No debate de ontem à noite promovido pela Rede TV e o jornal “Folha de S.Paulo” não foi diferente: os candidatos não se pronunciaram sobre o que pensam da preservação ambiental.
Por essa razão, é importante que você assine e, se já o fez, repasse para seus conhecidos a petição do Greenpeace deixando claro que seu voto irá para quem se comprometer com o desmatamento zero e o incentivo à fontes solar e eólica para a geração de energia. A petição exige ainda que Serra e Dilma debatam em detalhes a questão ambiental antes de 31 de outubro, dia da eleição.

Vote por um Brasil mais verde e limpo.

Confira o kit da mobilização - clique aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fiscalização notifica vários estabelecimentos por despejos de resíduos sólidos em Maceió

24 de setembro de 2010

Como determinado em audiência, a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), enviou o relatório de fiscalização que aconteceu nos estabelecimentos comerciais para averiguar o correto despejo de resíduos orgânicos e de construção civil. Os trabalhos foram realizados em força tarefa com técnicos da Slum, Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano de Maceió (SMCCU) e Vigilância Sanitária Municipal. Durante a inspeção, vários locais foram notificados.

A audiência foi realizada no Ministério Público Estadual com a Promotoria de Justiça Coletiva de Defesa do Meio Ambiente, com apoio do Núcleo de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, e ficou definido que a SLUM, SMCCU e Vigilância Sanitária Municipal realizariam uma força tarefa no sentido de detectar estabelecimentos identificados como grande geradores de resíduos, que estariam utilizando os carroceiros para depositar resíduos em calçadas e terrenos baldios.

Para o diretor de operações da Slum, Paulo Angelo de Almeida, o objetivo da fiscalização foi detectar os estabelecimentos comerciais, como restaurantes, lojas de grande porte, como grandes geradores de resíduos orgânicos ou que estejam em reforma, gerando resíduos de construção civil e depositando em vias públicas ou terrenos baldios. “Fiscalizamos também as residências em reforma que estão depositando resídios e material de construção civil em calçadas e passeios de pedestres”, informou o diretor.

Os trabalhos foram iniciados no supermercado Extra, que fica na avenida Gustavo Paiva, onde a Vigilância Sanitária notificou a existência de uma fossa de gordura com canalização estourada, despejando material na via. Já na avenida Júlio Marques Luz, uma residência foi notificada porque estava depositando material de construção civil na calçada, obstruindo o passeio de pedestre.

Segundo o diretor, na mesma avenida, foram notificados também os restaurantes Galeto Jatiúca e Bodega do Sertão, por serem identificados como grandes geradores de resíduos, além disso, foram flagrados repassando material orgânico para carroceiros. A fiscalização foi encerrada na Ponta Verde, com as notificações das construtoras Lima Araújo e Record, por permitirem que seus terrenos sirvam de depósito de lixo e entulho.

A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Meio Ambiente, Dalva Tenório, disse que vai solicitar a continuidade do mutirão e pedir o auxílio da comunidade, e lembrou que a taxa de lixo para o cidadão é referente ao lixo doméstico, até 100 litros. “Aqueles que geram quantidade maior, deverão pagar uma empresa licenciada pelo município para o recolhimento desses resíduos. Depositar lixo em vias públicas ou terrenos baldios é crime ambiental”, alertou.

Forro ecológico criado pelo Senai usa saco vazio de cimento

O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente
08/09/2010 07:44

Um projeto dos formandos do curso técnico em construção civil-edificações da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru, promete ser uma alternativa tanto de aproveitamento sustentável dos materiais quanto de impulso econômico para diferentes setores.

A inovação, batizada de “Forreco” (originada de forro ecológico), baseia-se na produção de placas para forro concebidas a partir da transformação do papel dos sacos de cimento vazios.
O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente.

Além de tirar do meio ambiente grande quantidade de detrito poluidor, cujo tempo de decomposição é alto e resulta em poluição do ar e de lençóis freáticos pela presença de resíduos do cimento em pó, a iniciativa também é de cunho socioeconômico, defendem idealizadores, professores e direção da escola.

“Além do caráter ecológico, também há o foco social”, destaca Ademir Redondo, diretor do Senai de Bauru. “Proporcionaríamos material de custo menor, com a possibilidade da implantação do forro até mesmo nos empreendimentos mais populares”, enaltece o aluno Cosme Cipriano, autor do projeto ao lado dos colegas Eliane Regina Ariosi Campos, Michel Lucas Medeiros e Gildo Bonfim da Silva.

A ideia faz parte do trabalho de conclusão de curso dos estudantes e fez sucesso durante a edição 2010 do programa “Inova Senai”, que premia alunos e professores da escola que apresentarem os melhores projetos de pesquisa aplicada. Exposta até anteontem em São Paulo, a proposta chamou a atenção de construtores e acadêmicos da área, além de ganhar destaque na mídia nacional.

Selecionado entre 132 projetos apresentados por alunos de todo o Estado, o trabalho dos estudantes bauruenses ficou entre os 40 melhores que buscam uma vaga na etapa nacional do concurso.

Do lixo para o teto
Para a elaboração do projeto, os alunos percorreram construções por toda a cidade e observaram a grande quantidade de sacos de papel descartados. Com o alto valor da reciclagem, resultante do custo para separar resíduos de cimento do papel, as embalagens se tornam problema ambiental caso não sejam destinadas para aterros ou bolsões específicos.

A partir do reaproveitamento, enfatiza o professor do curso e arquiteto Luiz Antônio Branco, é agregado valor a um material praticamente desprezado, inclusive por catadores de itens recicláveis.

As placas, assegura o arquiteto, são duráveis e possuem resistência. “Elas são reforçadas por fibras formadas pela própria permanência de resto de cimento junto ao papel. Esse é o contraponto. Não é viável reciclar, mas, ao mesmo tempo, isso deixa o material perfeito para o produto”, explica Branco.

“Além disso o próprio papel é de altíssima resistência”, acentua o professor, salientando, ainda, que os resíduos do cimento deixam as placas de forro resistentes ao fogo. Testes feitos com auxílio de maçarico comprovam essa característica, asseguram aluno e professor. “O fogo não atravessa”, garante Branco. “Claro que muitos outros testes ainda precisam ser feitos. Estamos em fase inicial”, pondera.

Entulho de construção deve ir para bolsão
Em Bauru, o entulho da construção civil legalmente recolhido é remetido para um bolsão controlado. Previsto pela resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classifica os resíduos de acordo com categorias. O procedimento, além de evitar a poluição, seja do solo, ar ou visual, ainda auxilia no controle de outro problema ambiental, as erosões.

Os chamados resíduos inertes (tijolos, blocos ou cerâmicas), detalha o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, por não necessitarem de qualquer processo de beneficiamento, quando não há incentivo para reaproveitamento por parte dos próprios construtores, são empregados no combate às fissuras no solo.

“Temos a lei municipal número 4.646, de 2002, que permite a utilização dos resíduos para conter a voçoroca e hoje destinamos para algumas áreas erodidas”, acrescenta o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues.

Todo o material destinado ao bolsão da prefeitura é recolhido por transportadores especializados filiados à Associação dos Transportadores de Resíduos Inertes (Asten), com cerca de 30 filiados. “Eles próprios fiscalizam a qualidade do material que chega. Se for notado resíduo fora das características eles entram em contato conosco, além de também termos fiscal lá”, detalha.
Transportadores e empresas que depositam resíduos fora das especificações, ou seja, de outras categorias, como produtos químicos, são notificados e, em caso de reincidência, multados.

Os rejeitos de outras especificações, detalham o secretário Valcirlei Gonçalves da Silva e o diretor de divisão da Semma, são encaminhados para áreas adequadas em outras cidades, a cargo das próprias construtoras.

Caso a empresa seja flagrada depositando entulho de forma irregular, fica passível de advertência e multas variantes entre R$ 500,00 e R$ 50 mil. Mas um empreendimento da cidade chegou a totalizar mais de R$ 250 mil como punição pela prática. A multa é questionada pela empresa na Justiça. “Provavelmente ela vai perder todos os bens”, confia Rodrigues.

Do Jornal da Cidade

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

INSA lança Agência de Notícias e realiza oficina sobre Semiárido

Página eletrônica passa a funcionar na segunda-feira, 13 Por Aline Guedes Jornalistas da Folha de São Paulo, TV Cultura, Revista Eco 21, Jornal O Povo e outros importantes veículos de comunicação do país participam, nos dias 13 e 14 de setembro, no Garden Hotel, em Campina Grande (PB), do lançamento da Agência de Notícias do Semiárido Brasileiro, SAB Notícias, criada e gerenciada pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT).
De acordo com o diretor do Instituto, Roberto Germano Costa, apesar dos seus 982.500 Km² de extensão, mais de 20 milhões de habitantes, e, também, de abrigar Bioma Caatinga, único no mundo, o Semiárido ainda é pouco conhecido do brasileiro. Grande parte das pesquisas e estudos desenvolvidos por Institutos, Universidades e Centros de Pesquisas instalados na região termina por não chegar às pessoas.
Isso se deve, em parte, ao fato de não haver um fluxo bem estruturado entre a comunicação daqueles organismos e a mídia. “Esse descompasso é somatório de uma série de questões que se delinearam ao longo da história e a SAB Notícias é uma das formas de contribuição para reparar esse desnível de informações” – afirma.
Germano acredita que “a experiência profissional e convivência dos jornalistas com os assuntos de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, certamente contribuirá para outro quadro de entendimento e conhecimento sobre essa região estratégica tão importante para o desenvolvimento do País”.
Além do lançamento da Agência, ocorrem as palestras “Semiárido desfocado, um olhar a partir da Imprensa Paulista”, ministrada por Eduardo Geraque (Folha de São Paulo) e “Mídia e Semiárido: agenda para uma comunicação sustentável”, por Cidoval Moraes, pesquisador da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Na programação também está incluída uma visita aos projetos desenvolvidos na Estação Experimental do INSA, localizada na Zona Oeste de Campina Grande. Informações adicionais pelo telefone (83)8738-6208, com Aline Guedes.
--
Aline Guedes
Assessoria de Comunicação
Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT)
Edifício da Associação Comercial e Empresarial
Av. Floriano Peixoto, 715 – 2º andar Centro
CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB
Telefone:(55 83) 2101-6409
Fax:(55 83) 2101-6403
Celular: (55 83) 8738-6208
___________________
Noticia enviada por e-mail:
FW: INSA lança Agência de Notícias e realiza oficina sobre Semiárido
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010 23:23
De: "marcelo ribeiro"
marceloribeiro_6@hotmail.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...